Britânico na faixa dos 50 troca reuniões por sexo, diz pesquisa
Terra
Os cinquentões britânicos estão trocando as reuniões de diretoria por diversões entre quatro paredes, mas andam também se expondo a riscos ao deixar os preservativos de lado, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira.
O estudo mostra que, mesmo em uma sociedade dominada pela juventude, os mais velhos também aproveitam seu tempo livre. Entre os sexualmente ativos, metade diz fazer sexo pelo menos uma vez por semana.
“Essas conclusões esmagam o mito de que quando você faz 50 anos sua vida sexual acabou”, disse Emma Soames, editora da revista Saga, voltada para um mercado cada vez mais atraente: o de aposentados ricos, vivazes e com anos de vida pela frente.
Até 2025, a população com mais de 60 anos deve superar a com menos de 25 na Grã-Bretanha.
Sem o ônus de criar os filhos, muitos agora têm dinheiro de sobra para queimar, ao mesmo tempo em que se beneficiam dos avanços médicos que permitem uma vida mais longa e saudável.
“Esqueça essa coisa de ”trintões safados” ou ”quarentões tarados”. Os ”cinquentões alegres” estão se divertindo mais ao trocar a sala de reuniões pelo quarto”, disse Soames.
Para 85 por cento dos entrevistados, também há menos pressão no sexo depois dos 50 anos. Para 70 por cento, o sexo na maturidade é mais gratificante do que na juventude. Só 16 por cento admitem o uso de “estímulos” como o Viagra.
Mas a pesquisa Populus, que ouviu quase 8.000 pessoas com mais de 50 anos, traz um dado preocupante: 12 por cento entre os entrevistados sexualmente ativos não se protegem durante as relações sexuais, mesmo desconhecendo o histórico sexual do(a) parceiro(a). Pesquisas recentes mostram que um aumento na prevalência de doenças sexualmente transmissíveis em faixas etárias mais avançadas.
“Embora uma vida sexual saudável seja uma coisa boa, as pessoas com mais de 50 devem ser tão prudentes com a sua saúde sexual quanto com a saúde geral”, disse Soames.
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